11 de junho de 2010

Pressões para publicar criam tendências para os cientistas


A qualidade da investigação científica pode estar sofrendo porque os acadêmicos estão sendo cada vez mais pressionados a produzir resultados "publicáveis", sugere um novo estudo. Uma grande análise de documentos em todas as disciplinas mostra que os pesquisadores relatam mais resultados "positivos" para suas experiências em estados americanos onde os acadêmicos publicam com mais freqüência.

A condição dos cientistas hoje é comumente descrita pela expressão "publicar ou perecer". Suas carreiras são cada vez mais avaliadas com base no grande número de documentos constantes dos seus currículos, e pelo número de citações recebidas - uma medida de qualidade científica que é muito debatida. Para garantir o emprego e financiamento, portanto, os pesquisadores precisam publicar continuamente. O problema é que os artigos são mais aceitos por periódicos e são citados em função dos resultados que eles relatam.

Descobertas mostram que os trabalhos cujos autores basearam-se em afirmações mais "produtivas" eram mais propensos a apoiar a hipótese testada, independente da disciplina e da disponibilidade de financiamento. Isto sugere que os cientistas que trabalham em ambientes mais competitivos e produtivos são mais propensos a fazer os seus resultados parecerem "positivos". Resta determinar se eles fazem isso simplesmente por escrever os documentos de forma diferente ou por ajustes ou por selecionar os seus dados.


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