6 de fevereiro de 2011

Bush cancela visita à Suíça devido à acusação de tortura


O ex-presidente dos EUA, George W. Bush, cancelou uma visita à Suíça, onde foi dirigir uma gala de beneficência judaica, devido ao risco de ação judicial contra ele por suposta tortura, grupos de direitos humanos disseram neste sábado.

Bush devia ser o orador principal no jantar anual de Keren Hayesod no dia 12 de fevereiro em Genebra. Mas uma pressão tem sido contruída sobre o governo suíço para prendê-lo e abrir uma investigação criminal, se ele entrar no país alpino.

Queixas de crime contra Bush alegando tortura foram apresentados em Genebra, dizem os funcionários judiciais.

Grupos de direitos humanos disseram que eles tinham a intenção de apresentar um caso de 2.500 páginas contra Bush na cidade suíça na segunda-feira de alegados maus tratos de supostos militantes na Baía de Guantánamo, a base naval dos EUA em Cuba, onde prisioneiros do Afeganistão, Iraque e outras frentes na tão chamada Guerra ao Terror foram internados.

Bush, em seu "Pontos de Decisão", memórias sobre a sua presidência entre 2001-2009, defende veementemente o uso de "waterboarding" (uma forma de tortura com água) como a chave para evitar uma repetição dos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos.

A maioria dos especialistas em direitos humanos consideram a prática uma forma de tortura, proibida pela Convenção sobre a Tortura, um pacto internacional que proíbe a tortura e tratamento cruel, desumano ou degradante, ou punição. A Suíça e os Estados Unidos estão entre os 147 países que ratificaram o tratado de 1987.

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