27 de abril de 2011

Bactéria cresce em gravidade 400 mil vezes maior do que a da Terra

As bactérias de solo P. denitrificans, observadas após a exposição à gravidade normal (à esquerda) e hipergravidade no laboratório.

Provando que você não tem que ser grande para ser resistente, alguns micróbios podem sobreviver a uma gravidade 400.000 vezes maior que a gravidade da Terra, afirma um novo estudo.

A maioria dos humanos, pelo contrário, pode tolerar forças igual a cerca de 3-5 vezes a gravidade da superfície da Terra (g) antes de perder a consciência.

A extrema "hipergravidade" de 400.000 g é normalmente encontrada apenas em ambientes cósmicos, como em estrelas muito maciças ou as ondas de choque de supernovas, disse o líder do estudo Shigeru Deguchi, um biólogo na agência japonesa Marinha-Terra de Ciência e Tecnologia.

Deguchi e sua equipe foram capazes de replicar a hipergravidade na Terra usando uma máquina chamada ultracentrifugação.

Os cientistas rapidamente giraram quatro espécies de bactérias, incluindo a bactéria intestinal humana comum, a Escherichia coli, para criar condições de gravidade cada vez mais intensas.

As bactérias se agruparam em pelotas enquanto a gravidade aumentava, mas a sua proximidade forçada não pareceu deter o crescimento: todas as quatro espécies multiplicaram-se normalmente sob milhares a dezenas de milhares de vezes a gravidade da Terra.

Duas das espécies - E. coli e Paracoccus denitrifican, uma bactéria comum do solo - cresceram sob a tensão de 403.627 g.

As novas descobertas são consistentes com uma idéia chamada panspermia, que diz que vida na Terra pode ser proveniente de micróbios alienígenas que pegaram carona ao nosso planeta a bordo de asteróides e cometas antigos.

"Se a vida existe fora do sistema solar, então ela pode viver e explorar mais lugares do que pensávamos", disse Deguchi.

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