16 de abril de 2011

Racismo? Raiva? Um comprimido pode resolver isso


Uma pílula para melhorar o comportamento moral; um tratamento para os pensamentos racistas; uma terapia para aumentar a sua empatia por pessoas de outros países - isto pode soar como coisa de ficção científica, mas, com a medicina mais perto de alterar o nosso estado moral, a sociedade deve se preparar para as conseqüências, de acordo com um livro que analisa a evolução científica no campo.

Drogas como o Prozac, que altera o estado mental do paciente, já tem um impacto sobre o comportamento moral, mas os cientistas prevêem que futuros avanços da medicina podem permitir manipulações muito mais sofisticadas.

A área de pesquisa ainda está engatinhando, mas "está muito longe de ser ficção científica", diz o vice-diretor do Centro de Oxford para Neuroética Wellcome Trust e um vencedor do prêmio de ética biomédica, o Dr. Guy Kahane.

"A ciência tem ignorado a questão do aperfeiçoamento moral até agora, mas agora está se tornando um grande debate", diz ele. "Já existe um crescente corpo de pesquisa que você pode descrever nesses termos. Estudos mostram que certas drogas afetam o modo como as pessoas respondem a dilemas morais, aumentando o seu senso de empatia, a afiliação a um grupo e reduzindo a agressão".

Os pesquisadores têm se interessado no desenvolvimento de tecnologias biomédicas, capazes de intervir nos processos biológicos que afetam o comportamento moral e do pensamento moral, diz um pesquisador Wellcome Trust, em Oxford University Uehiro Centre, Dr. Tom Douglas. Ele é um co-autor do Enhancing Human Capacities, publicado esta semana.

Mas o altruísmo induzido farmacologicamente, por exemplo, seria a quantidade de comportamento moral genuíno? "Nós podemos alterar as respostas emocionais das pessoas, mas mesmo que isso melhore o seu comportamento moral não é algo que a ciência pode responder", afirma Kahane.

Ele também admite que é improvável que as pessoas corram para tomar uma pílula que iria melhorar a sua moral.

Pesquisadores sugerem que as drogas estimulantes da moral podem ser usadas no sistema de justiça criminal. "Esses remédios serão mais eficazes na prevenção e cura do que prisão", dizem.

Fonte: The Age

Um comentário:

Eduardo R. V. disse...

Futuro:
"Comprimido vote em mim."
"Comprimido faça a guerra não faça amor."

Desculpe a propaganda, mas, vou indicar a leitura de A Reconquista [Campo de Batalha: Terra] de L. Ron Hubbard. E chamar a atenção para a raça invasora.

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