6 de julho de 2011

Taxas de desmatamento da Amazônia duplicam enquanto fazendeiros antecipam desculpas


As taxas de desmatamento na Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, mais do que dobraram em maio, enquanto os agricultores brasileiros se tornam mais confiantes de que será concedida a anistia para extração ilegal de madeira.

Quase 268 quilômetros quadrados (66.200 hectares) de floresta tropical protegida foram cortados em maio, mais do que os 110 quilômetros quadrados de um ano atrás, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais disse em um comunicado enviado por email.

Legisladores estão considerando um projeto de lei que altera o código florestal e perdoaria agricultores que desmatam ilegalmente as árvores. A possibilidade de que o governo possa atenuar essas restrições, está incentivando mais madeireiras, disse Marcio Astrini, coordenador de campanhas florestais do Greenpeace Internacional para a unidade do Brasil. Isso prejudicaria os esforços internacionais para combater o aquecimento global, protegendo as árvores que absorvem gases do efeito estufa.

"O Brasil tem reduzido seu desmatamento nos últimos cinco anos e esta lei vem para acabar com isso", disse ontem Astrini por telefone. "Há apenas uma razão pela qual o desmatamento é crescente: é chamado de código florestal", que pode estar mudando.

O projeto de lei foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 24 de maio por um voto de 410 a 63. O Senado ainda não votou nele e a Presidente Dilma Rousseff prometeu vetar a legislação, se ela passar.

Se a lei for aprovada em sua forma atual, os agricultores não terão que replantar as árvores que foram cortadas ilegalmente antes de julho de 2008, um número estimado de 30 milhões de hectares (74 milhões de acres), de acordo com um estudo realizado pela agência de pesquisas do governo, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. É quase do tamanho das Filipinas. Sob o código florestal do Brasil atual, penalidades para extração ilegal de madeira incluem multas e uma exigência para replantar árvores.

Fonte: Bloomberg

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