12 de abril de 2014

Cientistas descobrem o por quê do mel ser um poderoso antibiótico



Antibióticos convencionais são prescrevidos e consumidos de maneira excessiva. Eles são dados como se fossem doces, jogados a qualquer um que acene com as mãos. Dados de 2010 obtidos pelos Centros dos EUA para Controle de Doenças (CDC) mostram que um número colossal de 833 prescrições de antibióticos são entregues, em média, para cada 1.000 pessoas.

Médicos descuidadamente prescrevem antibióticos para infecções virais, o que é inútil já que os antibióticos só são eficazes para quebrar infecções bacterianas. Para piorar a situação, a prescrição excessiva e consumo excessivo fazem futuras infecções mais difíceis de combater, uma vez que os antibióticos destroem as bactérias boas no intestino.

Nesta farsa médica, as bactérias resistentes aos antibióticos estão se levantando, adaptando-se ao modo singular de ação dos antibióticos prescritos. O CDC recentemente identificou 20 estirpes de bactérias resistentes, graças à dependência imprudente dessas prescrições. Um relatório de 2013 pelo CDC soa alarmante, informando que mais de 2 milhões de pessoas contraem infecções resistentes aos antibióticos por ano. Antibióticos convencionais estão fazendo os usuários mais doentes a longo prazo, mais vulneráveis e mais propensos à infecção.

Como esta tendência preocupante continua, os cientistas estão à procura de respostas mais simples. Pesquisadores da Universidade Regina Salve em Newport, Rode Island, estão redescobrindo as razões pelas quais o mel cru ainda é um dos melhores antibióticos naturais do mundo.

O mel combate infecções em vários níveis e não promove bactérias resistentes 

A autora principal, Susan M. Meschwitz, Ph.D., apresentou os resultados no 247º Encontro Nacional da American Chemical Society. Ela relata: "A propriedade única do mel reside na sua capacidade de combater a infecção em vários níveis, tornando mais difícil para que as bactérias desenvolvam resistência."

Meschwitz disse que o mel utiliza uma combinação de armas, incluindo polifenóis, peróxido de hidrogênio e um efeito osmótico. O mel é praticamente um lutador ambidestro, usando várias modalidades para matar as bactérias.

Um desses métodos de luta é o seu efeito de osmose. Este efeito vem da concentração elevada de açúcar no mel. Neste processo, a água é extraída das células de bactérias, deixando aos patógenos nenhuma opção além de desidratar e morrer.

O mel quebra bactérias, destruindo seus modos de comunicação 

O mel também possui propriedades que impedem a formação de biofilmes. Estes biofilmes viscosos são comunidades de bactérias que abrigam doenças. O mel impede que esses biofilmes se congreguem, quebrando um processo de comunicação bacteriano chamado quorum sensing. Ao quebrar esse processo, o mel impede que as bactérias se comuniquem e expandam a sua viabilidade. Sem este modo de comunicação, as bactérias não podem lançar as toxinas que aumentam a sua capacidade de causar doença.

Meschwitz disse que, por perturbar o quorum sensing, o comportamento virulento de bactérias é enfraquecido, "tornando as bactérias mais sensíveis aos antibióticos convencionais."

Os médicos devem prescrever mel em primeiro lugar, e antibióticos como um último recurso

O mel é tão poderoso para destruir as bactérias que ele deve ser o primeiro modo de tratamento ao tratar uma doença bacteriana. Os médicos devem prescrever mel em primeiro lugar, uma vez que ataca bactérias a partir de vários ângulos. Antibióticos prescritos devem ser a terapia "alternativa", ou o último recurso. O mel é mais potente porque impede a formação de bactérias resistentes a antibióticos. Antibióticos convencionais falham porque eles só atuam nos processos essenciais de crescimento das bactérias. Isso permite que as bactérias construam a resistência ao longo do tempo, enquanto que o usuário também destrói as boas bactérias no seu intestino.

O mel funciona de forma muito diferente, quebrando os processos de comunicação das bactérias enquanto desidratam as estruturas das bactérias através de um efeito de osmose. Em cima disso, o mel é cheio de antioxidantes poderosos na forma de polifenóis. Meschwitz acrescenta: "Vários estudos têm demonstrado uma correlação entre as atividades antimicrobiais e antioxidantes não-perióxidas do mel e a presença de compostos fenólicos no mel."

O mel é também antiviral, antifúngico e rico em compostos antioxidantes 

Não só é antibacteriano, mas é anti-viral e anti-fúngico. Estas propriedades só o tornam mais poderoso do que os antibióticos convencionais. O mel pode direcionar condições fúngicas detectadas que podem ser a causa-raiz da doença perpétua.

Meschwitz disse que sua equipe de pesquisadores mediram o nível de atividade de antioxidantes do mel. "Nós separamos e identificamos vários compostos de polifenóis antioxidantes. Em nossos estudos antibacterianos, temos vindo a testar a atividade do mel contra a E. coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, entre outros."

Enquanto muitas marcas comerciais de mel são filtradas e falsas, o melhor lugar para procurar o delicioso, medicinal, e não filtrado mel puro de abelhas está em fazendas locais.

Fonte: Natural News

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